A onfaloflebite, cuidados com o umbigo dos recém nascidos
- virginiapetbrasil
- 5 de mai.
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Cuidados com Animais Nascidos em Cativeiro: Prevenção da Onfaloflebite
A criação de animais em cativeiro exige atenção especial aos recém-nascidos, principalmente no manejo do umbigo para evitar infecções como a onfaloflebite (inflamação do cordão umbilical). Essa condição pode levar a infecções generalizadas (sepse), comprometendo a saúde e a sobrevivência do animal.
1. Cuidados Pós-Parto Imediatos
Limpeza do Umbigo: Após o nascimento, o cordão umbilical deve ser limpo com solução antisséptica para evitar contaminação bacteriana.
Corte Adequado: Se necessário, o cordão deve ser cortado com instrumentos esterilizados (tesoura ou bisturi), deixando cerca de 2 a 4 cm de comprimento.
2. Desinfecção do Umbigo
A desinfecção deve ser feita imediatamente após o parto e repetida 2 a 3 vezes ao dia nos primeiros dias de vida. Produtos recomendados:
Iodo a 2-10% (iodopovidona): Eficaz contra bactérias, fungos e vírus.
Clorexidina a 0,5-2%: Antisséptico de amplo espectro e menos irritante.
Álcool 70%: Pode ser usado, mas pode ressecar a pele.
Método de Aplicação:
Mergulhe um cotonete ou gaze estéril no antisséptico.
Passe suavemente ao redor da base e na extremidade do cordão.
Mantenha o local seco e limpo até a queda natural (geralmente em 3 a 7 dias).
3. Sinais de Onfaloflebite
Inchaço, vermelhidão e dor no umbigo.
Secreção purulenta ou mau cheiro.
Febre, apatia e perda de apetite (sinais de infecção sistêmica).
Se houver suspeita, o animal deve ser avaliado por um veterinário, pois pode ser necessário antibióticos e tratamento de suporte.
4. Prevenção de Infecções
Mantenha o ambiente de parição limpo e seco.
Evite contato com fezes e umidade excessiva.
Monitore diariamente o umbigo até sua cicatrização completa.
Referências Bibliográficas
RADOSTITS, O. M. et al. Veterinary Medicine: A Textbook of the Diseases of Cattle, Horses, Sheep, Pigs and Goats. 10th ed. Elsevier, 2007.
SMITH, B. P. Large Animal Internal Medicine. 5th ed. Mosby, 2015.
QUINN, P. J. et al. Veterinary Microbiology and Microbial Disease. 2nd ed. Wiley-Blackwell, 2011.
Se precisar de mais detalhes ou orientações específicas para uma espécie, consulte sempre um médico veterinário. 🐾





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